Nota técnica do Todos Pela Educação analisa os resultados do Brasil em Leitura, Matemática e Ciências, desempenho em relação à média da OCDE e aos países vizinhos da América Latina, e desigualdades socioeconômicas e territoriais.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta terça-feira, 8, os resultados da edição 2025 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). A avaliação internacional analisa o desempenho de estudantes de 15 anos em Leitura, Matemática e Ciências. Neste ano, 91 países e/ou economias, incluindo o Brasil, participaram da avaliação.
A nota técnica “O desempenho brasileiro no Pisa 2025”, elaborada pelo Todos Pela Educação e disponível para download, mostra que o Brasil permaneceu estável em relação à edição de 2022, em um cenário internacional que registrou, no mesmo período, queda. Em Leitura (408 pontos) e Matemática (377 pontos), o país teve redução de dois pontos na média. Em Ciências (409 pontos), por sua vez, houve aumento de seis pontos. Nesta edição, 30.140 estudantes de 1.053 escolas brasileiras participaram da avaliação.
Entre os principais pontos destacados pela nota técnica está a desigualdade de aprendizagem. No Brasil, 72% dos estudantes estão abaixo do nível mínimo de proficiência em Matemática (a média da OCDE é de 35%); 52% estão abaixo do nível desejado em Ciências (a média da OCDE é de 26%); e 51% dos alunos não atingiram o patamar mínimo de Leitura (a média da OCDE é de 31%).
O desempenho do Brasil no Pisa em relação aos países vizinhos da América Latina também faz parte da análise. O resultado brasileiro permaneceu basicamente estável no decênio, enquanto os países vizinhos e a OCDE apresentaram queda no desempenho. A queda no patamar de desempenho da OCDE é puxada principalmente por uma redução no número de estudantes que alcançam resultados mais avançados no exame.
A análise ainda revela fortes desigualdades por nível socioeconômico nos resultados. No Brasil, entre os estudantes mais pobres, 89% têm baixo desempenho em Matemática, 70% em Ciências e 67% em Leitura, percentuais muito superiores aos observados entre os mais ricos. Por outro lado, praticamente não há estudantes entre os mais pobres desempenhando em alto nível em nenhum dos domínios avaliados.
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