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Todos participa de webinário da FGV sobre os desafios da Educação no Brasil pós-pandemia

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Nesta quarta-feira (06), Ivan Gontijo (Todos) esteve em webinário da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre “Desafios futuros da Educação no Brasil no pós-pandemia” e pontuou que é preciso olhar para os exemplos exitosos que temos aqui mesmo no Brasil para enfrentar as lacunas de aprendizagem provocadas pelo ensino a distância. 

Além de ressaltar a relevância do papel dos professores para a verdadeira transformação da Educação, Ivan lembrou sobre as questões de saúde emocional na retomada: “Não adianta voltar como se a pandemia não tivesse ocorrido, por isso é importante falar das questões sociopsicológicas”. Como exemplo, ele citou São Paulo, que contratou mais de mil psicólogos para atender alunos e professores.

Dentre os desafios pontuados por Ivan, está também a questão da evasão escolar, visto que a pandemia afastou da escola alunos que, entre outras questões, tiveram de trabalhar. E para sobre isso, disse: “É gravíssimo. Por isso é importante um esforço intersetorial, com transferência estadual e municipal. O Ceará tem um exemplo de ação interessante, onde os próprios alunos recebem uma bolsa para chamar os colegas de volta às aulas”.

A expansão da escola integral também foi abordada, como uma política que objetiva a redução das desigualdades e levar de volta à escola aqueles que tenham ficado para trás, Ivan completa: “o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2021 mostrou que as matrículas em tempo integral avançaram no Ensino Médio, mas não acontece o mesmo na Educação Básica como um todo. Temos que promover a inclusão digital, mas pensando em ‘como’ isso deve acontecer em curto prazo para mitigar o prejuízo, contando com a colaboração de secretários, apoiando municípios e professores. E, por fim, o Ministério da Educação é importante, vimos a falta que sua gestão fez durante o fechamento das escolas”.

Ao final do webinário, Ivan deixou uma mensagem importante: “Sem Educação de qualidade, não conseguiremos resolver os problemas mais estruturantes do País. Precisamos de uma mobilização nacional, envolvendo famílias, lideranças políticas, comunidades escolares, entendendo que sem Educação não há caminho”.

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