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Todos Pela Educação participa de debate sobre impacto da pandemia na Educação do Banco Mundial e The Dialogue

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Priscila Cruz, do Todos Pela Educação, participou de seminário virtual promovido pelo Banco Mundial e The Dialogue, no dia 15/04, sobre os custos enfrentados pelos países da América Latina com o fechamento e reabertura de escolas. Foram discutidas recomendações de políticas e lições emergentes para o atual cenário.

Além de Priscila, outros participantes debateram os impactos da pandemia para os alunos, a pré-existente crise de aprendizagem na América Latina, o quanto retrocedemos e em quais áreas:

  • Michael Shifter – Presidente do Diálogo Interamericano
  • Carlos Felipe Jaramillo – Vice-Presidente América Latina e Caribe do Banco Mundial
  • Emanuela Di Gropello – Gerente da Prática de Educação, América Latina e Caribe do Banco Mundial
  • Raúl Figueroa Salas – Ministro da Educação do Chile
  • Sandra García – Professora Associada, Escola de Governo, Universidade de los Andes e  Non-Resident Senior Fellow do Programa de Educação Diálogo Interamericano
  • Jaime Saavedra – Diretor Global de Educação, Banco Mundial

Priscila contextualizou a difícil situação brasileira, com o enfraquecimento do vínculo entre alunos e escolas neste período de escolas fechadas, e listou alguns dos brutais impactos nas crianças e jovens, como: saúde mental, desenvolvimento cognitivo, físico e emocional, além do fato de muitos tornarem-se órfãos, com a perda de seus pais para o Covid-19. E explicou como o Todos vem apoiando governos estaduais e municipais brasileiros a enfrentar esta fase, resumindo em três “avenidas” a serem percorridas, lembrando que cada uma delas tem muitas ruas interligadas. Neste momento, não há outra alternativa a não ser percorrê-las: 

1. Governança: se faz necessário o trabalho em conjunto em prol da Educação, unindo áreas como Saúde, Assistência Social, Cultura, Esportes, Secretarias de Fazenda, Executivo, Legislativo e Judiciário. “Não há outra forma para a Educação encarar esse desafio se não for por meio do trabalho conjunto. Temos alguns casos no Brasil que deram certo pelas governanças locais”, afirmou Priscila.  “Uma outra forma que precisamos atuar é por meio de governança internacional, que ajude a organizar a resposta de todos os países da América Latina a encarar os desafios da Educação”, complementou. Ela ainda informou que o Todos vem atuando junto ao Congresso Nacional por um Sistema Nacional de Educação – “o que precisamos para ter as responsabilidades e deveres mais claros para cada um dos atores” –, na expectativa de que essa lei passe ainda este ano, nos moldes do que foi feito ano passado com o Novo Fundeb.  

2. Políticas de medidas emergenciais: são medidas de curto prazo para reabertura de escolas com segurança e mitigação dos efeitos da pandemia nos alunos. Essas políticas incluem uma série de medidas, algumas delas citadas no evento. O Todos tem amplo estudo a respeito

3. Políticas públicas estruturantes: “Não queremos voltar aos níveis pré-pandemia, mas sim ultrapassar esses níveis”, disse Priscila, que exemplificou essas políticas: 

  • Desenvolvimento profissional de professores: “precisamos investir em tecnologia sim, mas o foco dos investimentos deve ser nos professores”. 
  • Modernização do Ensino Médio, cujas taxas de abandono são muito altas: “precisamos trabalhar em treinamento vocacional para esses jovens”. 

Ao final, Priscila destacou que “o grande problema que temos no Brasil é político, temos que convencer governos e sociedade para a reconstrução do País com investimento em Educação, olhando especialmente para os alunos mais pobres”. 

Confira: