#EducaçãoJá

Entenda a prioridade

“Ensino Médio: reestruturação da proposta da escola” é uma das 7 prioridades contidas no documento “Educação Já!: medidas urgentes para o(a) futuro(a) presidente lançar mão já nos seus 100 primeiros dias de governo para começar o salto de qualidade que nossa Educação tanto precisa.

Nos primeiros 100 dias, propomos para o próximo governo:

Aprimorar a política de fomento à expansão da jornada escolar e coordenar/apoiar os Estados na reorganização do funcionamento do Ensino Médio, diversificando o currículo a ser definido pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular)

DÚVIDA:

Por que o Ensino Médio é prioridade?

Se nós queremos Educação de qualidade para todos, o estudante tem motivos de sobra para querer o mesmo. Sobretudo o estudante do Ensino Médio. Afinal, enquanto o ato de estudar for encarado pela grande maioria como algo maçante, obsoleto e muitas vezes descolado de seus interesses e projetos de vida, será impossível garantir um aprendizado adequado. É preciso repensarmos urgentemente as práticas pedagógicas e a proposta de escola para essa etapa. Do contrário, o estudante vai faltar, evadir e/ou abandonar. E pouco vai aprender.

  • 10% DOS JOVENS DE 15 A 17 ANOS - quase 1 milhão de jovens! - ESTÃO FORA DA ESCOLA.

  • 41,5% dos jovens não concluem o Ensino Médio até os 19 anos. Quase metade dos estudantes nessa idade ainda estão no Ensino Fundamental.

  • Só 7,3% sabem matemática e 27,5% sabem português no nível adequado no fim do Ensino Médio.

  • No Ensino Médio, os jovens passam 5 horas em média na escola, muito inferior às 6 - 7 horas/dia de países com sistemas de alto desempenho educacional.

Quais são principais os desafios?

O mundo evolui cada vez mais rápido, principalmente quanto à tecnologia e aos meios de comunicação. Mas frente a essas transformações, a Educação parou no tempo. E não só no Brasil: este é um desafio global. Neste sentido, o modelo tradicional de escola que precisa ser revisto para considerar tanto as necessidades do século 21 quanto a realidade de nossos jovens. Então, além do déficit de aprendizagem acumulado das etapas anteriores da Educação Básica, existem problemas relacionados à proposta pedagógica a serem vencidos.

DÚVIDA:

E a Lei do Ensino Médio?

A reforma do Ensino Médio está sendo discutida desde 2013, mas ganhou mais atenção da mídia após a “Lei do Novo Ensino Médio” (Medida Provisória nº 746 de 2016), que dispõe sobre o redesenho curricular e a expansão da carga horária. Em resumo, a Medida diz o seguinte:

  • Esse conteúdo deve ser alinhado à BNCC do Ensino Médio, atualmente em discussão no Conselho Nacional de Educação

  • Escolhidas pelo jovem nas áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou formação técnica profissionalizante.

  • As escolas têm até 2022 para ampliar a jornada escolar em todo o Brasil, passando de 800 horas para 1000 horas letivas por ano.

  • A reforma prevê que o tempo integral deve ser implementado gradualmente. Assim, as escolas passarão a oferecer 7 horas letivas por dia (1400 horas anuais).

Há muito a ser feito

Ainda não há consenso e clareza sobre como efetivamente implementar as mudanças da Lei do Ensino Médio na prática, em cada Estado. Afinal, elas mexem com a estrutura e funcionamento de cada escola em diferentes contextos. Além disso, o redesenho curricular tem de ser orientado pela Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio, ainda em debate no Conselho Nacional de Educação.

A Base, assim como a do Ensino Infantil e Fundamental (já homologadas), deve definir o que cada jovem brasileiro tem direito a aprender em todo o Brasil, e no caso do Ensino Médio, será instrumental para concretizar uma proposta de diversificação curricular aderente às mais diversas realidades brasileiras. Essa Base é crucial para orientar um ensino de qualidade (e interessante) para todos e para viabilizar a introdução de uma grande inovação, portanto sua discussão tem que ser criteriosa e com alto rigor técnico.  

Continuar debatendo
(e viabilizando) o
“novo” Ensino Médio

Ainda é preciso discutir a BNCC em detalhes, assim como atualizar as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, que poderão ser fundamentais para dar maior clareza ao processo de operacionalização da novo Ensino Médio.

Ensino Médio em tempo integral não pode ensinar “mais do mesmo”. É preciso chegar em um modelo atrativo, que melhore a aprendizagem e que priorize as escolas de maior vulnerabilidade socioeconômica, para as quais a ampliação da jornada já deu resultados certo em muitos lugares do país.


Ensino integral:
por quê e, principalmente,
para quem?